O que faremos com dados tão assustadores quanto aos jovens carentes que estão desempregados, fora das escolas e, que cada vez mais se ligam a gangues tornando-se “violentos” para sobreviverem numa sociedade que os marginaliza?

O que faremos com dados tão assustadores quanto aos jovens da classe média e classe média alta que cada vez mais se dopam com maconha e outras drogas e se ligam a gangues tornando-se violentos e se marginalizando para agüentarem o “tédio” da vida? O que há de comum com essas classes? Ambas procuram o sentido da vida.

Mas,uma é pobre, torna-se violenta e marginalizada pela fome e sede da vida e pela ilusão do poder da droga. A outra é rica, torna-se violenta e marginalizada, pela fome da alma e pela ilusão do prazer da droga. Jovens, ricos ou pobres, estão conectados pela Força da Vida. Se essa Força está sendo “puxada” por um lado, de forma violenta, então também será sentida pelo outro lado da mesma forma. Como irmãos. Quando um se fere, o outro sentirá a dor do mesmo jeito. E, provavelmente, por compaixão, também se ferirá. Chama-se “ identificação por idade”.

O que quero dizer é que uns pioram porque os outros pioram, e o que acontece com a classe menos privilegiada é também pela situação da outra classe e vice-versa. É como se o terror da pobreza e da violência que atinge os jovens carentes, de alguma forma chegasse também aos jovens da classe média em um mistério de compaixão inconsciente. E vice-versa. Todos se “unem”para formar uma só violência.

Ora, se partimos do pressuposto de que somos todos um, estamos todos conectados, sabemos que, de alguma forma, o que acontece lá no Iraque -apesar de não estarmos lá- também nos influencia, com uma certa tristeza e dor.

Por que ,então, negamos a conexão da violência entre as classes dos jovens? Por que ainda duvidamos de que é também e principalmente quando uma classe melhorar que a outra também melhorará? Para afirmar o meu interesse nesse assunto, eu coloco, com orgulho, à disposição de comunidades, grupos, pessoas, um Projeto que eu preparei sobre conscientização tanto para jovens quanto para outras idades, onde proponho técnicas de autoconhecimento, automelhoramento, auto-estima usando os mais modernos métodos. Mesmo uma caminhada começa com um primeiro passo. Vamos?