A culpa é um dos sentimentos mais “pesados” que temos ao longo da vida. Ela nos impede de viver novamente e nos impede de sermos livres.

Sentimo-nos culpados se separamos e deixamos nossos filhos com o cônjuge, sentimo-nos culpados se ficamos com os filhos. Sentimo-nos culpados se separamos ou casamos. Sentimo-nos culpados se não damos o melhor aos nossos filhos.

Sentimo-nos culpados se amamos ou não. E, principalmente, porque não deu certo o que pretendíamos. Tanta culpa. A culpa, no meu ver, existe para lembrar-nos dos nossos atos. Mas nunca para carregarmos os nossos atos a vida inteira.

A culpa é um sentimento antigo que veio dos nossos ancestrais para nos impedir de seguir os nossos impulsos. Como se fosse um “freio” à humanidade. Que ela aja como um “freio” até que pode ser. Mas ela, a culpa, não pode agir como um impedimento à nossa felicidade. Independente de tudo, o ser humano tem direito de ser feliz. Sempre. Errar é humano. Seguir os nossos impulsos é mais que humano. Seguir os nossos impulsos não é ruim se vier do coração, do natural, e não da “vontade”, tão somente.

Como assim? Bem, tal qual aquele impulso de segurar o bebê e acariciá-lo então é bom. Mas o impulso de “fazer a minha vontade” sem considerar a vontade do outro, então não é bom. Existe uma diferença. O impulso natural, que vem da sua energia, que é suave, é amoroso é uma coisa. O impulso da vontade própria, que desconsidera os outros, que é imperioso e vem de mãos dadas com a “birra” é outra coisa.

Este último pode ser perigoso. Mas imagine nos anos 60 e 70 aonde veio toda a liberação da mulher. A mulher não precisava do homem para ser feliz, ou assim acreditava. Era uma espécie de “vingança” onde ela podia usá-lo da mesma forma em que foi usada

E isso não gerou conseqüências? É claro que sim. Não gerou culpa? Sim, e muita culpa.