Correspondências com Rupert Sheldrake

XX

Desde 2006 eu, juntamente com o meu grupo de estudos, Pontos de Luz e o grupo Constelação, temos feito testes para Rupert Sheldrake em telepatia e percepção sensorial no Brasil. Na minha correspondência com ele, um grande gênio da nossa época, eu tenho sugerido que a nossa percepção sensorial e sensibilidade aumentam após a aplicação dos healings. E, comprovamos, em pequena quantidade, que houve um aumento de 20% a 25% nos acertos dos testes de Sheldrake após o healing, porque o healing é um trabalho no campo de energia humana que expande a consciência sensorial.(correspondência abaixo) Em 2007 fui visitar Sheldrake na sua residência.( abaixo descrevo o nosso encontro tão produtivo.) Também, abaixo, uma tradução de um trecho do seu livro mais recente (ainda não traduzido no Brasil) The Presence of the Past” (A Presença do Passado) e fotografias para que vocês possam ver.
A PRESENÇA DO PASSADO RUPERT SHELDRAKE
Morphic Resonance & The Presence of the Past The Habits of Nature
Sheldrake e eu, Zaquie Meredith Ressonância Mórfica e os Hábitos da Natureza
Quando estive com Rupert Sheldrake na Inglaterra, setembro 2007, em sua própria residência, Londres, para almoçar com ele, eu sentia uma grande emoção. Inexplicável foi caminhar pelas ruas de Londres para chegar a sua casa. Como seria esse encontro? A casa era típica de um londrino: gatos, grandes sofás, livros por todo lado e plantas. Recebeu-me na porta, perguntou se cheguei bem de metrô e foi dizendo que não tinha carro porque assim contribuía com o planeta.
Alto, magro e simpático, com um olhar penetrante e gentil ao mesmo tempo, Sheldrake pediu-me para sentar e almoçar com ele. Sentamos juntos numa mesa de madeira, pequena, simples, com dois gatos do lado e um terraço e começamos a comer a sua salada natural.
De um tempo para cá eu vinha conduzindo algumas pesquisas para ele (está no meu site: www.zaquie.com) sobre telepatia já que tinha muito a ver com o curso Pontos de Luz e Constelação Familiar. Falamos das pesquisas e ele me orientou e pediu para fazer mais pesquisas. Depois falamos sobre os campos mórficos. E assim ele disse:
Há uma grande possibilidade: a memória é inerente à natureza. Os sistemas coletivos herdam uma memória coletiva do que já existia antes independente da distancia. Um besouro tem os hábitos de um besouro porque herda sua natureza dos besouros anteriores. Também a memória do organismo individual pode depender de influencias diretas do seu próprio passado. O passado pode se tornar presente em nós diretamente.
Mas os cristais de uma substância química completamente nova, por exemplo, não tem precedentes só que quando esse complexo é cristalizado novamente e novamente, os cristais, então, tem uma tendência a se formar mais prontamente no mundo, simplesmente porque foram formados uma vez.
Podemos dizer que as nossas escolhas pessoais dependem de influencias que se acumularam do nosso comportamento do passado , aquelas que nós “entramos em ressonância”. (e aqui, entra a constelação familiar!)
A natureza das coisas depende dos campos, chamados CAMPOS MÓRFICOS. Cada sistema tem o seu tipo de campo. Eles são campos não materiais que se estendem no espaço e tem continuidade no tempo. São localizados dentro do sistema em que organizam.
MÓRFICA é o processo pelo qual o passado se torna presente dentro dos campos mórficos. A memória dentro dos campos mórficos é cumulativa e é por isso que todo tipo de coisa se torna cada vez mais hábitos através da repetição. E, quando essa repetição ocorre numa escala astronômica de bilhões de anos, como tem acontecido com muitos tipos átomos, moléculas e cristais, a natureza dessas coisas se tornou profundamente “habitual” que é quase imutável ou até parece eterna.
Até 1960 acreditava-se que o universo era ETERNO- e, assim eram as propriedades da matéria e dos campos- e…as leis da natureza. Essa visão da evolução da terra dentro de uma eternidade física tem sua raiz numa cultural dual antiga. Reflete a herança cultural da Europa: uma mistura das tradições intelectuais das civilizações da Grécia e Roma e por outro lado a fé cristã.
Só que agora se acredita que o universo nasceu de uma explosão uns 15 bilhões de ano e que tem se desenvolvido e continua se desenvolvendo. Campos mórficos aparecem e se envolvem no tempo e espaço e são influenciados por aquilo que já aconteceu no mundo. Campos mórficos são concebidos numa evolução espiritual .
O Cosmos hoje parece mais um organismo que cresce e se desenvolve do que uma máquina eterna. Neste contexto hábitos podem ser mais naturais do que leis imutáveis.
As leis da natureza podem ter se evoluído pouco a pouco até chegarem num ponto que não evoluem mais ou podem ter vindo com o Big Bang, por exemplo, a cristalização do açúcar que é uma lei independente do local, do homem.
Talvez as “leis” da natureza sejam mais “hábitos” do que leis. A realidade física é evolucionária mas ainda temos idéias e conceitos de leis eternas que transcendem o universo físico. Nesse momento perguntei sobre a constelação familiar de Bert Hellinger, o autor da mesma, se ele considerava que a constelação poderia estar baseada nos campos morfogenéticos. Sim, disse-me ele. Por sinal, sua esposa é consteladora também. Dentro da Constelação, acreditamos que o conhecimento, sentimento, expressão que cada representante sente por aquele membro da família, é um campo mórfico em que desponta a ressonância mórfica.
TEORIA
Na teoria quântica abandonamos o determinismo rígido. Suas equações são permitidas somente em termos de probabilidades. Louis de Broglie, um dos fundadores da mecânica quântica descreveu esse objetivo como “suceder em penetrar mais dentro da harmonia da natureza, ter uma idéia da ordem que rege o universo” Na teoria de Newton, os átomos eram “indestrutíveis”, portanto, o número de átomos no universo era o mesmo. : matéria não era criada ou destruída. Mas o universo tem o seu movimento e não damos corda a ele como se fosse um relógio. E a matéria de cada átomo é constante . Além disso, os átomos são divididos em partículas que podem até se fundir. Assim a quantidade de energia do universo é constante.
A NATUREZA DAS FORMAS MATÉRIAS
Vemos formas todos os dias: gatos, árvores, pessoas, colheres e não temos problema em reconhece-las pois podemos até imagina-las. E essas formas tem suas características como forma, tamanho, estrutura, energia, temperatura – mas, apesar disso tudo, é mais que isso.
Quando uma planta cresce, por exemplo, ela se incorpora na matéria e energia do seu ambiente: quando morre, toda matéria e energia são liberadas e a forma da planta se quebra e desaparece. Mas, ao mesmo tempo, que não há mudança na quantidade total da matéria e energia no mundo, há uma mudança na maneira em que a matéria e energia são organizadas quando uma planta cresce e quando ela morre.
Por exemplo, vamos pensar numa casa que acabaram de construir. Sua forma é simbólica que se originou na mente de alguém, passou para o papel e foi criada. Mas essa forma não pode ser entendida ao analisar quimicamente a mente do arquiteto, por exemplo. Nem pode ser capturada ao demolir a casa e analisar suas partes. Com esse mesmo material, com a mão de obra igual, outras formas de casa podem ser construídas. Nenhuma dessas casas poderiam ser construídas sem as formas, sem o material, sem a mão de obra. – mas nada disso explica a forma da casa. Então o que é x
Existe materialmente na casa mas não é o material em si mesmo. É um padrão, um arranjo, uma estrutura de informação que pode ser repetida em muitas casas- é mais uma idéia do que uma coisa, mas não é a idéia em si mesma. Esse é o paradoxo das formas materiais. A forma é unida com a matéria mas o aspecto da forma e o aspecto da matéria são também separáveis. Toda colher tem a forma de uma colher e isso é o que faz ser colher. Mas se forem derretidas, tudo que é material ou energia continua- a existência de colheres ou não, não faz diferença a essa parte química. Se uma colher de plástico for queimada, por exemplo, seus átomos de carbono serão incorporados às moléculas de dióxido de carbono que serão dispersas no ar. Vamos imaginar os possíveis destinos de uma dessas moléculas:
- pode ser absorvida por uma outra folha
- pode ser comida por uma centopéia
- pode acabar no corpo de uma borboleta
- pode ser comida por um pássaro
Tem o potencial de fazer parte de milhões de formas diferentes. Então as coisas tem matéria e energia que estão presentes em formas diferentes e que essas formas não podem ser explicadas somente em termos do material e energia próprios.